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Palavra da Ir. Ana Teresa

em 07/02/2017 | 00h00min

Palavra da Ir. Ana Teresa

Inspetoria Nossa Senhora da Penha  -  RJ/ES – Circ. 01-02/2017

É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca. (Dom Helder Câmara)

Queridas Irmãs,

É graça e sabedoria divinas encarar a vida com a perspectiva de Deus e assumir cada momento da vida com coragem decidida, como quem tem a vida ancorada n’Ele, e, sabe que é assistida e protegida segundo o seu grande amor por nós. Amor este, que é infinito e sem reservas. É gratuito.

Os textos evangélicos que ouvimos na liturgia do início do ano apresentam Jesus dando os primeiros passos na sua vida apostólica. Ouvimos de São Mateus - Mt 5, 1-12 - que o projeto de salvação e libertação para a vida nova da humanidade resume-se nas “Bem-aventuranças” que Jesus, para começar sua pregação missionária, anuncia solenemente ao povo em forma de discurso conhecido como o “Sermão sobre a Montanha”. 

E nada melhor para começar o ano do que ouvirmos Jesus proclamando as “Bem-Aventuranças”, ou seja, a sua proposta de felicidade, a fim de nos encorajar não só a enfrentar os desafios e tribulações da vida, como também a vivê-los como os santos e santas os viveram e praticaram. Pastoralmente falando, para a Igreja nada mais oportuno do que desde logo anunciar aos homens e mulheres de hoje Jesus Cristo e o seu projeto de felicidade para todos. 

O modelo perfeito de bem-aventurado, segundo reflete a Igreja, é o próprio Jesus. As bem-aventuranças se realizaram em Jesus. Em outras palavras, Ele, em pessoa, era as bem-aventuranças postas em prática: pobre, humilde e puro de coração, faminto e sedento de justiça, e cheio de misericórdia. O homem-Deus e Deus plenamente humano.

Na proposta das bem-aventuranças segundo Mateus é possível ver três grupos de pessoas bem-aventuradas: - os que precisam de salvação: pobres, sofredores, humildes e injustiçados; - os que fazem o bem e se dedicam a servir os do primeiro grupo: misericordiosos, puros e pacíficos; - e os que fazem o bem e são caluniados e perseguidos: pobres, sofredores, humildes e aqueles que anseiam pela justiça.

Tornamo-nos mais sábias à medida que nos tornamos mais humanas, mais fraternas e então mais semelhantes a Cristo, mais cheias da graça de Deus, mais bem-aventuradas. Em Lucas 2,40 lemos: “E o menino ia crescendo e fortalecendo-se, ficando cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.”  É preciso acreditar que este processo acontece também em nós. Nascemos, crescemos, tornamo-nos cheias de sabedoria durante a caminhada da nossa vida, adquirimos tantos conhecimentos e vamos caminhando para a maturidade a cada dia. Sim, a vida é uma sequência de escolhas. É preciso ter de Deus a sabedoria, a graça para nos guiar nas nossas escolhas, nas decisões diárias. A sabedoria genuína não vem das ideias e filosofias humanas. Começar, continuar e ir até o fim fiel ao Senhor. Deixar que o Espírito do Senhor habite em nós, ao começar, continuar e ir até o fim sob a presença amorosa e fiel do Senhor. Deixar que o nosso coração possa ser todo d’Ele tomado pela realidade das bem-aventuranças. Configurar-se ao Deus humano.

Neste Ano Mariano em que somos convidadas a prestar nossa especial homenagem a Maria pelos 300 anos da retirada da imagem de Nossa Senhora da Conceição das águas do Rio Paraíba, e assim chamada Nossa Senhora Aparecida, peçamos-lhe, que seja para nossa Família Salesiana a "PORTA DA SALVAÇÃO" porque “Porta escolhida por Deus para a “entrada” do Salvador Jesus Cristo no mundo”. Abramo-nos para acolher na fé as oportunidades de conversão, de passar pela experiência do encontro mais pessoal com o Deus da Vida.

Maria, Porta da Salvação e Mãe de Jesus, o Filho de Deus e nosso único Salvador, rogai por todos os teus filhos e filhas deste imenso, sofrido e esperançoso Brasil.

Com carinho meu abraço, Ir. Ana Teresa 

Fonte: Redação